Associação Paraense de Jovens Criticos

Os infernais cine-clubistas e organizadores undergrounds de Belém se unem em um movimento independente que tem o Cinema como Deus e o público paraense como almas que clamam salvação. Sras e srs, olhem para os céus, o apocalipse acabou de começar.

31/7/08

APJCC homenageia os 100 anos de imigração japonesa

CINE LÍBERO LUXARDO (CENTUR)
SESSÃO MALDITA: VIVER OU MORRER NO ORIENTE
DIAS 02,09, 16, 23 E 30 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 21:30 H.
ENTRADA FRANCA

Em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa. Um passeio pelos diversos subgêneros que povoam essa fabulosa cinematografia.

      

       A mostra Viver e morrer no Oriente nos vem lembrar que não há nada como o cinema japonês e sua mais absoluta autenticidade. Filmes como Kairo, Onibaba, Tetsuo, Graveyard of honor e Sex e fury usam tons fantasmagóricos, violência gráfica e erotismo para falar sobre solidão e a mutação ou deteriorização do corpo e da alma. Incitam uma análise política, sociológica, histórica e psicológica. São obras que vão de um vigoroso minimalismo ao mais variado experimentalismo. O impacto desses filmes vem em alto e bom som, um vertiginoso deleite para os olhos e a mente! A APJCC faz sua homenagem aos 100 anos de imigração japonesa. Compareçam!

Max Andreone - APJCC

Programação:

 

02/08/2008 (sábado)
Onibaba (Em/1964/100 min)
Direção: Shindo Kaneto
Elenco: Otawa Nobuko, Yoshimura Jitsuko, Sato Kei, Uno Jukichi, Tonoyama Taiji, Matsumoto Somesho, Kaji Rentaro, Aratani Hosui

 

Sinopse:
No Período Sengoku, um conflito pelo poder divide o Japão feudal. A guerra civil que se prolonga por mais de um século tem consequências sérias, sobretudo para os mais pobres: as terras são abandonadas e é difícil obter alimentos. Duas mulheres, sogra e nora, vivem numa cabana no meio de um canavial, junto a um rio. O seu modo de vida consiste em matar os samurai feridos e moribundos que por ali passam, para trocarem armas e armaduras por comida. Um dia, Hachi, um vizinho que tinha partido para a guerra com o marido da mulher mais jovem, regressa, pondo em risco a manutenção da economia familiar.

09/08/2008
Sex & Fury (Furyô anego den: Inoshika Ochô/1973/ 88Min)
Direção: Norifumi Suzuki

16/08/2008
Graveyard of Honor (Jingi no Hakaba/ 1975/ 94 min)
Direção: Kinji Fukasaku

23/08/2008
Tetsuo :The Iron Man (1988/ 67min)
Roteiro e direção : Shinya Tsukamoto

 

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Ciclo Mario Bava: a beleza do Horror

Cinema na Casa apresenta:

 

Ciclo Mario Bava: a beleza do Horror

       Em 31 de julho de 1914 em Sanremo, para servir ao cinema e ao fantástico, nasce Mario Bava. Seu pai, por obra do destino, foi um dos fundadores da indústria cinematográfica italiana, e o menino Bava, desde cedo, se interessava pelas câmeras e brincava nos sets de filmagem. Depois de fazer história na juventude como diretor de fotografia de mestres como Rossellini, Pabst e Raoul Walsh, o já maduro Mario, tem, aos 46 anos, a chance de assinar o seu primeiro filme. Ele já tinha terminado de dirigir filmes como o primeiro horror italiano “I Vampiri (1956)” que Riccardo Freda abandonou, dentre outros… mas é com o sucesso mundial “A Máscara do Demônio” (1960) que realmente começa a escrever a sua própria história: a história de um dos homens mais criativos do século XX. Um pedacinho dela será mostrada no mês de agosto no Cinema na Casa. Além de “A máscara do demônio (1960)”, serão apresentadas as obras-primas: “As três máscaras do horror (1963)”, “Planeta dos vampiros (1965) ” e “Rabid dogs (1974)”.
       Pai do cinema de horror italiano e maestro cinematográfico absoluto do fantástico na história da arte, gênio incompreendido em muitos cantos, é louvado por grandes mestres e amantes da sétima arte em todo o mundo. Um esteta refinado, mestre-mor dos efeitos especiais, poeta da iluminação e do enquadramento, tem controle total de todos os mecanismos que compõe a linguagem do cinema. Experimentalista, foi muito mais que um grande contador de histórias macabras ou um debatedor de grandes temas obscuros do inconsciente, Mario Bava transcendeu seu tempo para ficar na eternidade; ao invés de criar formas que embelezassem o conteúdo, criou formas novas de expressão artística, onde o conteúdo se encontrava no próprio exercício de seu estilo.

       Ainda na intenção de desmistificação na cidade de preconceitos tolos e castradores, o Cinema na Casa apresenta o Ciclo Mario Bava: a beleza do Horror. A poesia maldita do italiano pela primeira vez ecoará em Belém. Um gênio que ocupa o Olimpo do cinema, ao lado de Alfred Hitchcock, merece as libações dos meros mortais. Bravo Mario Bava! Te saúdo! Hoje, e sempre.

Mateus Moura.

Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema

 

Programação:

 

Dia 05/08/08 (terça-feira) às 18:30

Auditório da Casa da Linguagem (av. Nazaré, 31)

A máscara de Satã. Mario Bava. 1960. p/b

 

No seu lançamento, “A máscara de Satã”, para surpresa de seus produtores, foi um sucesso mundial. O primeiro filme assinado por Mario Bava reconta cineatmosfericamente o conto “Viy” de Nicolai Gogol. O delírio visual gótico de horror e sombras tem Barbara Steele como protagonista dupla – considerada “Rainha do Horror” eterna após o lançamento do filme.
A primeira obra-prima do mestre do horror nos convida para uma viagem onírica à Moldávia do século XVII. A diabólica princesa Asa (Bárbara Steele) é condenada a morte por bruxaria e vampirismo, junto com seu irmão. Ela é punida com a “máscara de satã”, mas amaldiçoa a família e seus descendentes. Duzentos anos depois, no século da fé científica, dois médicos se hospedam na aldeia medrosa de lendas. O Destino (Bava) se encarrega do resto.

Mateus Moura.

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18/7/08

Cine UEPa discute arte maldita no Enel

1. Cine UEPa no Enel: Diálogos sobre a arte maldita

       O cinema nasce, no fim do século XIX, como parte do espetáculo de variedades. Junto com as focas amestradas e o homem-bala, a máquina de imagens divertia o público faminto por entretenimento. O tempo passou, e mestres como Meliès, Griffith, Hitchcock, Godard e Sokúrov retiram o cinema das feiras e o instituíram como linguagem artística autônoma. Mais de um século de produção, porém, não foi suficiente para que o público consumidor da sétima arte deixasse de vê-la como mero entretenimento.
       O cinema é uma arte maldita. Alguns defendem até mesmo que ele não é arte. Os poucos indivíduos que o respeitam, porém, ainda esbarram em sérios mal-entendidos. Na sua defesa do “filme de arte” acabam discriminando tudo o que, a princípio, ofende o seu “bom gosto”. Mais preocupados em enxergar a arte cinematográfica como transmissora de boas idéias e nobres sentimentos acabam por ignorar um cinema que, na sua educada visão, é lido como superficial: o cinema do gênero.
       Preocupado com esta realidade, o Cine UEPa abre o debate sobre o assunto e apresenta três títulos do mais desprezado gênero cinematográfico: o Horror. “Profondo Rosso”, “The Beyond”, “Canibal Holocaust” são filmes de entretenimento, com litros de sangue, assassinos seriais, zumbis e canibalismo, mas são acima de tudo extraordinárias homenagens de amor ao cinema.

Miguel Haoni e Mateus Moura

Programação:

Dia 20 (Domingo) às 19:00 - Profondo Rosso (1975) de Dario Argento

       Um pianista elogia a banda com a qual toca, a sonoridade é muito boa. Boa demais. Limpa demais. Ele sente falta do sujo, ele se cansa do extremamente formal. Esta cena nos elucida algo sobre o pensamento do diretor italiano Dario Argento, sobre seu interesse pelo violento, pelo repulsivo e, principalmente, sobre sua capacidade de criar o belo a partir do aterrador.
       Afinal, PROFONDO ROSSO é um dos filmes mais belos da história do cinema. Beleza do horror, poema das coisas sombrias e da crueldade arraigada na mente humana. O belo que há no brutal e no incontrolável.
       O mundo de Dario Argento é outro, onde o psicológico se expressa através de objetos representativos das psiquês doentias pelas quais a obra desse autor tem especial interesse. Somos Alice no imaginário desse gênio, que em seu aparente absurdo vai se tornando cada vez mais fascinante.

Felipe Cruz

 

Dia 21 (segunda-feira) às 19:00 - The Beyond (1981) de Lucio Fulci

 

       Lucio Fulci é um dos maiores gênios da sétima arte. Louvado por muitos como o “Edgar Allan Poe do cinema”, “Godfather do gore”, o italiano, foi, por muito tempo desprezado por crítica e público, enquanto Federico Fellini e Luchino Visconti o aplaudiam de pé nos cinemas.
       Em 1981, Fulci entrega a sua obra máxima: The Beyond. Filme apresentado em formato anamórfico (primorosamente utilizado com jogos de foco que são verdadeiras aulas de cinema), com história de Dardano Sacchetti, e atuações de Catriona MacColl, David Warbeck e Cinzia Monreale, é cultuado no mundo todo por especialistas como uma das obras primas do fantástico em toda a história da arte.
       O poema visual que o diretor constrói é embaraçoso para qualquer crítico. Inefável é a palavra que melhor o descreve. Em 87 minutos, Lucio Fulci nos convida para o outro lado: o seu. O poema nervoso e calmo, belo e triste, nos comunica, através de nossa contemplação muda, todo o ser de um artista, toda uma reflexão sobre seu objeto de expressão. A reflexão vai tão longe que não pode mais ser dito com palavras, explicado racionalmente. É o próprio ser do grande artista que se imprime em cada plano. É o amor – e nada mais – o amor à sua obra de arte, e à sua ferramenta de expressão.

Mateus Moura

 

Dia 23 (quarta-feira) às 16:30 - Canibal Holocaust (1980) de Ruggero Deodato

 

 

O polêmico filme de Ruggero Deodato aborda a tênue relação entre o real e o fictício. Numa ciranda de encenações, o autor explora os limites da linguagem cinematográfica ao abordar o documentário enquanto lugar de representação.
Na era da imagem, Cannibal Hollocaust põe em questão o lugar do espectador no rito cinematográfico: qual a diferença entre o canibal e o homem que se regozija ao devorar imagens grotescas? Quem é o selvagem? Qual o limite entre a civilização e a barbárie? Ao jogar com estas fronteiras, o diretor nos apresenta um filme violento, inteligente e acima de tudo corajoso.

Miguel Haoni

Local:  UFPa/Guamá

 

Entrada franca! Todos são convidados!

 

2. Cinema na Casa: Ciclo Samuel Fuller

22/07/08 (terça-feira) às 18:30
Auditório da Casa da Linguagem (av. Nazaré, 31)

Agonia e Glória. Dir. Samuel Fuller. Eua. 1980. 113min.

Um sargento veterano da primeira guerra comanda um pelotão na segunda guerra pela África, Sicilia, no dia D, na Bélgica e na França, mas seu grupo termina num campo de concentração na Tchecoslováquia e enfrenta os verdadeiros horrores da guerra.

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8/7/08

Projeto debate fotografia e cinema na Ed. da UEPa

Projeto debate fotografia e cinema na Editora da Uepa

Parceria entre Editora da Uepa, Associação Fotoativa e CineUepa promove exibição do filme paraense "Feito Poeira ao Vento" e do filme francês "La Jetée" nesta quarta-feira, dia 09

A relação entre a fotografia e o cinema em filmes clássicos e na produção contemporânea estará em debate nesta quarta-feira, dia 09, a partir das 19h na Editora da UEPA (Eduepa) no projeto Diálogos de Fotografia e Cinema. O projeto é uma parceria entre a Editora da UEPA, Associação Fotoativa e CineUepa, com objetivo de criar grupos de diálogos sobre imagem, abrindo espaço para o debate tanto da produção local contemporânea quanto das produções já consagradas em fotografia e cinema.
Nesta primeira mostra serão apresentados para debate os filmes: "Feito Poeira ao Vento", de 2006, do fotógrafo paraense Dirceu Maués e "La Jetée", de 1962, do cineasta e fotógrafo francês Chris Marker.
Depois da exibição, integrantes do CineUEPA mediarão as discussões sobre a estética fotográfica aliada ao cinema, com a participação do fotógrafo Dirceu Maués. O projeto Diálogos de Fotografia futuramente promoverá debates associando fotografia e outras produções culturais, como dramaturgia, dança e música.
Eduepa – A programação Diálogos de Fotografia na Editora da UEPA faz parte de uma série de ações que a Editora realizará ao longo deste ano abrindo seu espaço para encontros e ações culturais, como oficinas, palestras e projetos educativos de estímulo à leitura e produção textual. Um dos objetivos da Editora da UEPA é não se restringir à publicação de livros acadêmicos da Universidade, mas também receber e divulgar os trabalhos dos profissionais que produzem cultura dentro e fora do Estado.

Serviço:
O projeto Diálogos de Fotografia e Cinema na Editora da UEPA acontece nesta quarta-feira, dia 09, na Editora da UEPA, que fica na Dom Pedro I, 519, entre as avenidas Senador Lemos e Municipalidade, no Umarizal, a partir 19h.

La Jetée. Chris Marker. 1962. Photo-roman. p/b.

 

Chris Marker, cineasta francês, num formato de foto-romance (seqüência de fotos inanimadas), realiza La Jetée em 1962. Conta-se uma belíssima história: a de um homem marcado por uma imagem de infância numa plataforma. Num espaço/tempo fictícios (uma Terra devastada depois da terceira guerra mundial), Marker discute espaço e tempo, amor e vida - na realidade do seu imaginário. A memória, a matéria, a busca do tempo perdido, a imagem, o movimento, o cinema… temas caros aos franceses são revistos nessa grande obra experimental. O cuidado com a montagem, a música, e a incrível sensação de que cada foto é perfeita fazem desta obra uma experiência única. Grandes reflexões são feitas. Poderosos sentimentos são expressados. O cinema, a fotografia, a imagem, a arte da imagem, o espaço e o tempo… a eternidade.

Mateus Moura.

criado por cinemateus    13:11 — Arquivado em: Sem categoria
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