Associação Paraense de Jovens Criticos

Os infernais cine-clubistas e organizadores undergrounds de Belém se unem em um movimento independente que tem o Cinema como Deus e o público paraense como almas que clamam salvação. Sras e srs, olhem para os céus, o apocalipse acabou de começar.

22/6/09

No Decurso do tempo de Wim Wenders abre a programação de férias no Cine CCBEU

Cine CCBEU apresenta:

No decurso do tempo (Im Lauf des Zeit). Wim Wenders. 1976. p/b. 175′.

Um técnico de projetores de cinema viaja pela Alemanha visitando cinemas desativados quando encontra um homem recém separado. Eles ficam amigos e resolvem viajar juntos.

Comentários: Murilo Coelho

SERVIÇO:

Local: Teatro do CCBEU (Padre Eutíquio, 1309)
Data: quinta-feira, 2 de julho de 2009

Hora: 18:30
ENTRADA FRANCA
Mais informações sobre a programação de julho: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=87934260
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20/6/09

Mestre Fulci na Sessão Maldita

Líbero Luxardo apresenta “The New York Ripper”
na Sessão Maldita
 
 

Longa do cultuado diretor Lucio Fulci “The New York Ripper”, clássico do gênero gore na Sessão Maldita

The New York Ripper, longa do diretor italiano  Lucio Fulci produzido em 1982 é o titulo a ser exibido na próxima Sessão Maldita, no dia 20 de junho a partir das 21h30, com entrada franca. A Sessão Maldita tem programação realizada pela Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema – APJCC, parceira do Cine Líbero Luxardo. A seguir Aerton Martins, membro da APJCC, comenta acerca de The New York Ripper e de seu realizador.

Lucio Fulci: ‘O Gore Sofisticado’

“Foi na Itália de Fellini e Visconti que surgiu um dos nomes que imortalizariam o gênero horror. Lucio Fulci, que começou realizando comédias pueris, depois westerns, até chegar ao gênero que o fez um dos mais brilhantes realizadores do cinema, o “horror”. Lucio Fulci nasceu em 17 de junho de 1927 e morreu em 13 de março de 1996. Apesar de passear, no começo de sua carreira, por vários gêneros, foi nos filmes de terror, que Fulci alcançou maturidade imagética. Seus enquadramentos precisos, e sofisticados, com suas cenas repulsivas e sangrentas, mostradas com riquezas de detalhes, chamado de ‘Gore’, estabelecem uma relação rara - quando se fala em filmes de terror, sobretudo com alguns títulos realizados no cinema americano, especialmente na década de 80, que não tinham nenhuma preocupação estética-, com o cinema, sobretudo com o cinema de autor. Realizou uma das obras mais violentas do cinema, um Giallo chamado “Non si Sevizia um Peperino” (1972). Ficou cindo anos sem realizar nada, em função das acusações que recebeu da igreja católica. É apenas em 1979 que Fulci retoma suas atividades, convidado pelo produtor Fabrizio de Angelis para fazer parte da Fulvia Film. É nessa parceria que encontramos as mais belas obras da carreira do italiano, com o primeiro filme da empreitada, “Zumbie 2” (1979), Fulci nos joga em um filme onde a história é um mero ponto de partida, o que interessa ao diretor é a criação de atmosferas, a imersão em ambientes macabros, aliado ao seu profuso derramamento de sangue. O giallo “The New York Ripper” (1982) também faz parte dessa parceria e é considerado por muitos como a obra mais violenta do diretor. No filme temos a cartilha dos filmes Gialli: um Serial Killer, a câmera subjetiva, luvas pretas, a camada sonora exagerada e as cenas de assassinatos elaboradas com grande acuidade plástica. A sequência do sonho é executada com extrema elegância. “New York Ripper” é uma das provas que Lucio Fulci não era um mero ‘arquiteto das tripas’ mas sim um belíssimo arauto da sétima-arte.”

Aerton Martins - APJCC. (Associação Paraense de Jovens Críticos Cinematográficos)

SERVIÇO

 

CINE LÍBERO LUXARDO e APJCC

SESSÃO MALDITA

 

The New York Ripper, de Lucio Fulci (ITA, 1982)

Título original: Lo squartatore di New York Direção: Lucio Fulci . Ano/ País: Itália, 1982. Produção: Fabrizio De Angelis. Roteiro: Lucio Fulci, Gianfranco Clerici, Vincenzo Mannino, Dardano Sacchetti. Elenco: Jack Hedley, Almanta Keller, Howard Ross, Andrea Occhipinti, Alessandra Delli Colli, Paolo Malco, Cinzia Di Ponti, Daniela Doria, Anchor Bay. Cor: Colorido. Duração: 91 min Classificação: 18 anos.

Sábado - 20| 06 - a partir das 21h30

Entrada Franca
Parceria: APJCC

Sinopse:

Mulheres são brutalmente assassinadas e um psicólogo e um detetive fazem de tudo para prender um serial killer que imita a voz de um pato. Graças ao diretor Quentin Tarantino, grande admirador confesso do realizador Lucio Fulci, e que fez uma homenagem a ele num episódio recente de ‘CSI’, a obra pôde ser restaurada e exibida, a fim de que a nova geração conheça um dos inventários do cinema italiano. 

CINE LÍBERO LUXARDO - Fundação Tancredo Neves - Centur
Endereço: Av. Gentil Bitencourt, 650, Térreo

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18/6/09

Fim do ciclo - Poderoso Chefão III

CINE CCBEU APRESENTA:
O Poderoso Chefão - Parte III (The Godfather III). Francis Ford Coppola. 1990. cor.

Francis Ford Coppola pretendia chamar a terceira parte da saga do padrinho de “A Morte de Michael Corleone”. E de fato o filme encerra a trajetória sangrenta do “poderoso chefão”.
Aqui encontramos um Don Mike muito mais poderoso que o Don Vito e, por consequência, infinitamente mais frágil. Num último ato, o personagem procura desesperadamente e ao mesmo tempo, legalizar as atividades da Família, ficar em paz com os fantasmas de seu passado e reaver os poucos traços de sua humanidade. Mas como diria seu pai, “o homem deve seguir sua vocação” e para Mike a vida reservou um destino sangrento.
O poderoso chefão não morre no fim da trilogia. O seu fim ocorre muito antes, quando Michael Corleone torna-se o Don. A porta que se fecha no fim da primeira parte não simboliza a exclusão da esposa: ela representa a escolha de Mike em viver numa prisão. O que o jovem não sabia é que esta escolha o acompanharia até o seu último dia.

Miguel Haoni
(APJCC - 2009)

Serviço:
Dia 18/06 (quinta)
às 18:30
no Teatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização:CCBEU
Parceria:APJCC

Mais informações na comunidade do Cine CCBEU:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=87934260

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14/6/09

“Michael Haneke ganha a Palma de Ouro 2009 em Cannes”. APJCC discute obra do cineasta na próxima quarta

Cineclube Aliança Francesa:

O código desconhecido (Code inconu: recit incomplet  de divers voyages). Michael Haneke. 2000. Cor. 118′.

O código vigente é o da incompreensibilidade! A fala, tanto no âmbito conjugal e familiar quanto no nacional e no transnacional, ao invés de aproximar, afirma as distâncias. Poderá a música romper as barreiras da individualidade e fundar, através da união e da harmonia, uma verdadeira comunidade?  Será o cinema capaz de comunicar através de imagens a irrealidade das relações? Michael Haneke, cineasta sensível e provocador, ao lado de Juliette Binoche e outros, nos lança no meio desta Babel contemporânea onde, as semelhanças de um negativo fotográfico, as imagens ou seres são paralelos mas descontínuos.

Murilo Coelho - APJCC

SERVIÇO:
Local: Aliança Francesa (Tv. Rui Barbosa, 1851, entre Mudurucus e Conselheiro Furtado)
Data: 17/06/09 (quarta-feira)
Horário: 19:30
Legendas em português
Entrada Franca

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9/6/09

Sinfonia de Paris de Vincente Minelli na quarta às 19:30

 Cineclube Aliança Francesa apresenta:


Sinfonia de Paris (An american in Paris). Vincente Minelli. 1951. cor.



Não se pode falar de western sem citar John Ford, ou suspense sem louvar Alfred Hitchcock. Quando se fala em musical é obrigatório pelo menos um nome: Vincente Minelli. Talvez o diretor que mais soube lidar com o cruel e lindo sistema hollywoodiano, este senhor vindo dos palcos da Broadway sem dúvida realizou obras-primas no gênero do melodrama e da comédia, mas foi no musical que se eternizou. O cinema de gêneros, nascido nos EUA, é um capítulo à parte na História do Cinema, entre os 10 maiores filmes de diferentes listas, provavelmente mais de 5 serão de gênero. E há quem manche tais filmes… certamente quem o faz nunca viu um Ford, um Hitchcock, um Minelli… pelo menos não com os óculos do cinema.
É notória a paixão de Minelli pela França, que transparece em obras como Gigi e Madame Bovary (a melhor adaptação na minha opinião, desbancando Renoir e Chabrol!). Mas é em Sinfonia de Paris (An american in Paris), que o americano faz sua homenagem à cidade-luz. A fantasia nascida do rigor e da sensibilidade desse poeta cinematográfico atinge um de seus ápices nesse grande clássico.
Ao som de George Gershwin, Gene Kelly e Leslie Caron dançam e cantam a Paris reconstruída pela produção sempre impecável de Arthur Freed. Um dos maiores musicais de todos os tempos, a fábrica de sonhos no paroxismo de seu poder encantador.

Mateus Moura.

SERVIÇO:
Local: Aliança Francesa (Tv. Rui Barbosa, 1851, entre Mudurucus e Conselheiro Furtado)
Data: 10/06/09 (quarta-feira)
Horário: 19:30
Legendas em português
Entrada Franca

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5/6/09

Sessão Maldita vampiresca apresenta o recente Deixa Ela Entrar de Tomas Aldredson

Deixe Ela Entrar (Låt den Rätte Komma In - Suécia, 2007 - 110 min)

Direção: Tomas Alfredson.
Roteiro: John Ajvide Lindqvist.
Elenco: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl.
Gênero: Suspense, Drama.

Sinopse: Oskar, um garoto de 12 anos que é perseguido diariamente pelos moleques da escola e sonha com vingança. Ele conhece por Eli - sua nova vizinha- , uma vampira que aparenta ter sua idade e que o instiga a lutar contra seus opressores e a conseguir coragem.

Em Deixe Ela Entrar existe o que nenhuma trama “vampiresca” ultimamente mostra ter, personagens bem construídos, que por sua vez estão justificados em um roteiro inteligente, onde se nota muito mais do que apenas entretenimento.
Consegue-se mostrar um paralelo entre a metáfora do vampiro e as primeiras fruições “sanguíneas”, intelectuais e sentimentais de adolescentes iniciantes. Onde encontramos o ser humano, na pele de Oskar, com todas as suas limitações e medos que vê em um vampiro toda a sua vontade de poder, sua busca de coragem, o vampiro que na verdade é uma singela menininha que podemos garantir ser completamente indefesa, Eli, na verdade coloca-se como a salvação.
Ao invés de optar por fazer um filme doce o cineasta se põe no limiar da amoralidade e a sensualidade obscura. As cenas lentas, arrastadas, em sua maioria de noite, com fotografia impecável nos mostram a capacidade cinematográfica que faz a sutileza soar brilhante, sem todos os efeitos à La Hollywood, envolvido em uma trama minimalista dramática com o tom aterrorizador, fazendo assim um grande filme.

Max Andreone - APJCC

SERVIÇO:

Local: Cine Líbero Luxardo - CENTUR
Data:  06/06/09
Hora: 21h30
Entrada franca

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4/6/09

Segue Ciclo O Poderoso Chefão no Cine CCBEU

Cine CCBEU apresenta:

O Poderoso chefão 2 (The Godfather II). Francis Ford Coppola. 1974. cor.

A continuação de “O Poderoso Chefão” desenha dois movimentos de ascenssão no mundo do crime: o de Vito, no fim dos anos 10, e o de Mike, nos anos 50. O paralelismo das histórias estabelece um conflito de universos. enquanto o pai caminha pelas vias douradas do negócio familiar e das trocas de favores, o filho afunda definitivamente nas trevas da política sanguinária.
O poder de Mike cresce à medida que sua moral e seu respeito familiar diluem-se num orgulho paranóico. Michael Corleone torna-se um personagem trágico e ao condenar seu irmão com um beijo, lança sua própria alma num destino irretornável: o inferno da culpa.

Miguel Haoni
(APJCC - 2009)

Serviço:
Dia 04/06
às 18:30
no Teatro do CCBEU
(Padre Eutíquio, 1309)
ENTRADA FRANCA

Realização:CCBEU
Parceria:APJCC

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1/6/09

APJCC apresenta a primeira discussão séria na cidade sobre o cinema de animação

Cineclube Aliança Francesa apresenta:

Ratatouille. Brad Bird. 2009. Animação. Cor. 111’.

Se a Literatura nasce da escrita que tinha a finalidade de registrar a fala e a Pintura nasce do desenho rupestre que registrava o cotidiano dos homens em rochas, a linguagem da Pixar tem sua raiz em um aparelho que foi criado para armazenar dados na II Guerra Mundial: o computador. Não fosse o artista, o computador continuaria sendo um frio armazenador de dados – fica provado, assim, que é impossível prever de onde virá a arte; e é justamente esse o tema da obra-prima Ratatouille.
Um dos mais belos poemas ao processo artístico, de sua criação até sua apreciação; uma das mais brilhantes reflexões sobre o que diferencia a arte da produção em série, Ratatouille encontra nas mãos do artista Brad Bird a possibilidade de (através da narrativa de um ratinho simpático que tem paixão pela arte da culinária, mas que por ser rato terá problemas em se tornar um chef), tecer diante de nossos olhos emocionados um dos mais cativantes contos sobre o amor à arte e todas as possibilidades e sensações que ela desperta nos seres que se permitem ser suscetíveis a ela. E para concretizar essa narrativa Bird usa de todo o potencial de sua linguagem: planos-sequência inconcebíveis no cinema, um zoom que se aproxima tanto do personagem que enxerga sua lembrança e um retrato dos mais belos já realizados da cidade de Paris – recriada aqui não para ser “fiel” a “original”, mas para ter o efeito narrativo de ser tão poética que é difícil imaginar que a história pudesse se dar em outro lugar com a mesma atmosfera de encanto.
Se quem está lendo esse texto está pensando que Ratatouille é um daqueles “filmes” para criança que é tão bom que diverte até os adultos, me desculpe, mas você não poderia estar mais enganado. Ratatouille é um daquelas animações (feita, sim, para o público infantil) que é tão boa que cativa o público capaz de apreciá-lo em sua essência: os amantes de grandes filmes que também entendem e respeitam as grandes animações.
O grande chef Gusteau estava certo ao dizer ao ratinho Rémy que “todos podem cozinhar” – porque isso não quer dizer que qualquer pessoa é naturalmente artista, mas que a arte pode vir de qualquer lugar; nem que seja do mais insignificante rato.

Felipe Cruz

SERVIÇO:
Local: Aliança Francesa (Tv. Rui Barbosa, 1851, entre Mudurucus e Conselheiro Furtado)
Datas: 03/06/09
Horário: 19:30
Legendas em português
Entrada Franca

criado por cinemateus    2:43 — Arquivado em: Sem categoria
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